domingo, 8 de agosto de 2010

Terno

Não me venha dizer sobre amor novamente. Por que isso? Por que você não consegue nos acompanhar sem sofrer? Para com essa coisa de fingir que é forte. Você não é. Que bom que conversamos e chegamos à um consenso. Nosso amor não está, nem nunca estará, em equilíbrio. Foi bom, finalmente,ouvir-te direito, inteiro, e não pelas beiradas. Foi bom sentir o gosto da sua língua afiada de quem não engole mais choro. Eu te disse, as pessoas demonstram-se de formas diferentes. E isso não é ser menos, nem mais. Não é gostar menos, nem mais. Se eu só te digo "estou aqui parada, sem nada, se der, gostaria de te ver", eu estou dizendo, "preciso de você, se você não vier, não sei. Preciso. Rouba minhas roupas e me leva para você". Desculpa. Deve ser a saudade. Fico um pouco fora de controle. Dificil ver seu corpo com outros. Não vi, mas o trem contou coisas. E dói. Dói mesmo. Chego a falar " ai ". De novo. Agora, não venha roubar meu sorriso por te me dado o seu. A escolha foi sua. Eu também me expus, ou você acha que é facil aguentar, feito estante, feito madeira, seu peso sobre mim? É tudo amor. O trem vai voltar e nós vamos perder o jeito com o nosso quarto.

4 comentários:

Diogo Liberano disse...

quando vc escreve eu adoro. dentro de mim, sinto-me uma casa, imenso, remexido, cheio de quartos e luz e cantos sombrios. quando termino de ler, percebo que sou justamente o inverso do que gostaria de ser.

Isadora Malta disse...

ai Dominique,

obrigada por falar, eu sei, estou pensando em tudo que fomos,

nos outros e em suas maneiras diferentes de de "demonstrar-se", de expor.

vou me expor, um pouco mais, porque sei que você está comigo nessa casa.

obrigada,
amo,

abraço, Isadora.

Caio Riscado disse...

o trem sempre volta.

Anônimo disse...

é por isso q se fala.. maria-maria