terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

os créditos de 2 minutos

eu passei pela Lapa e deixei o meu ventre. Andei por copacabana e esqueci meu endereço. Me levaram pra casa. Uma pele só. Fui pra Urca procurar meu coração que já tinha se perdido a alguns anos anos. Passei por Botafogo, perdi o celular. Achei, perdi o controle das minhas lágrimas, voltei pra Botafogo e encontrei meu amor. Voltei pra casa. Uma pele só. Um mesmo amor. Saudade. Dor no peito passando pela Glória perdi meu celular novamente. Me levaram em casa. Voltei pra Lapa. Achei minha casa e descobri que a casa que me levaram antes era só meu endereço. Uma pele só. Preciso dar um nome de casa pra ela de novo. Me falaram em casamento. Amei. Amei de novo. mais uma pessoa, o mesmo amor. Fui ao centro vestida de bailarina. Contei uma mentira. Dancei e esqueci meu nome. Me amei. Ele ainda não me lembrou qual é. Fui florida no corpo encontrar ele, o nome dele. Ãh!? Qual é? Deixei minha identidade em Santa Teresa. Voltei pra Lapa. Junto com o meu ventre deixei meu cartão de crédido. Me dei, me entreguei mais 2 min. Você não viu. Uma pena. Você passou pela Lapa e não viu o meu ventre, por Copacabana e não lembrou meu endereço, por Botafogo, pisou no meu celular e não teve coragem de falar comigo olhando nos meus olhos. Meu coração estava na sua mão e você também nem percebeu. Seu medo não deixou. Você não enxugou minhas lágrimas e não voltou pra Botafogo. Você voltou pra casa. Quando eu fui atrás você já tinha saído e só lembrava meu endereço, mas tinha esquecido de se aproximar da minha casa. Você não me falou em casamento, aliás você não sabe o significado apesar de saber de tantas outras coisas. Você foi ao Centro e não percebeu que eu estava esquecendo meu nome e que ele precisava ser lembrado. Perdi, ainda não achei, já disse. Vou esperar mais 2 min pra você me contar. Esse pode ser o tempo de um amor, mas se eu estiver florida no corpo saiba que ele pode durar um pouco mais. Se você souber disso talvez eu não precise deixar minha identidade em Santa Teresa. Espero que você não tenha passado por aquela rua e chutado ela sem querer, junto com o lixo que deixaram. Vou parar de perder as coisas por ai. Talvez amanhã eu volte pra pegar meu cartão de crédito e leve meu ventre embora comigo pra que meu corpo possa se perder por outros caminhos.

Um comentário:

Diogo Liberano disse...

ai.. estamos meio q vivendo essa agonia. não sei se quero mais dela ou se quero por fim a tudo............ affff......