segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

do que não foi

Acordei cedo para arrumar a casa, fui ao mercado e preparei todos os ingredientes para o nosso banquete, fiz gelo, estava feliz com a visita dos amigos. Mas ninguém apareceu e por distração não tiveram o cuidado de me avisar com antecedência. Talvez eu tenha passado muito tempo fora e as coisas tenham mudado por aqui, talvez eu não deva me importar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

há tanto não escrevo

Belo Horizonte, 01 de dezembro de 2010

Deixei a casa por tempo indeterminado e agora meu quarto é o mais empoeirado.
Vamos sim faxinar, mas antes vamos beber vinho, ainda deve haver algumas taças limpas no armário da cozinha. Preciso contar o tanto de coisas que me aconteceu.
Acho que vocês vão gostar de saber que estou muito feliz aqui, depois de tantos e-mails dizendo o contrário.

Sinto muito a falta de vocês, em breve estarei em casa.

Por favor não mexam nos meus livros.

Beijo amo vocês
Patrícia Teles

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Faxina e remédio.

Liguei o som para ver se nos movimentamos.
Coloquei aquele cd antigo.
Dizia " rir é o melhor remédio para acabar o tédio, é sensacional"
Recebi a notícia de que teriamos faxina na casa.
Será que faxina também acaba com o tédio? 
Pelo menos diminui a poeira e podemos nos enxergar com menos embaçamento.
Quem sabe trocar algumas palavras.
Seria bom.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

evacuação e sexo.

Talvez eu tenha pirado,
ou não saiba mesmo como dizer as coisas.

Talvez eu tenha me cansado,
ou não siaba mesmo mais acreditar.

Talvez eu tenha me enganado,
ou não saiba mesmo mais dançar.

Talvez eu tenha me sufocado,
ou não saiba mesmo mais respirar.

Talvez a gente fique sozinho, por aqui.
Ou não sabemos mesmo mais dizer que nos amamos.

ou talvez a razão disso tudo seja só o meu coração.
terra de malboro.

os homens que passam por mim, na rua, todos
são como falos ambulantes.

Onde se vive.

Se morre sentado no sofá acreditando no jornal nacional.
Ou você para de se preocupar com a sua felicidade e cria alguma existência nessas paredes ou a gente varre tudo e estende uma placa no quintal.

Não se pode acreditar na ausência.